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domingo, 12 de outubro de 2025

Lubomy Melnyk: Barcarolle



Lubomyr Melnyk é um dos grande nomes incontornáveis da minha vida. A sua música tem acompanhado o meu crescimento e envelhecimento. Tem um impacto em mim que mais nenhuma música tem. Sinto uma espécie de calma que é estranha ao meu corpo. Estranha porque, para mim, a calma é um destino e nunca um estado. Digo muitas vezes que, quando morrer, se for para algum lado, será a sua música que quero que acompanhe a minha viagem.

sábado, 3 de julho de 2021

Lubomyr Melnyk: Love Song


Faz 6 anos que encontrei Lubomyr Melnyk no meu bar preferido e tive a minha primeira conversa com ele. Sobre a sua música costumo dizer que, se morrer e for para algum lado, é o que quero ouvir pelo caminho. Este "Love Song" é um dos meus temas preferidos.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Lubomyr Melnyk: Son of Parasol


Lubomyr é certamente o músico que mais ouço. Está para breve mais um disco (Dezembro). Tem uma forma única de me tocar, para além de ter ficado associado aos melhores momentos da minha vida. Até à data :)

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Lubomyr Melnyk: St. John Sessions

Banda sonora fabulosa para terminar o também fabuloso livro de Ondjaki: "Os Transparentes".

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Lubomyr Melnyk: Illorium


Conheci Lubomyr na noite de 3 para 4 de Julho de 2015. Ele apareceu no bar Aduela e assim que o reconheci, fui humildemente ao seu encontro e, na forma calma e suave que me caracteriza tão bem, disse-lhe:

ÉS O MAIOR MÚSICO DE TODOS OS TEMPOS!

Embora seja sempre sincero nos meus exageros, aqui não houve lugar para tal. Em relação à euforia, justifico-a com a baixa probabilidade de encontrarem o vosso músico preferido no vosso bar preferido.

Ele ficou muito espantado que alguém o reconhecesse e conhecesse a sua música. Pelos vistos nunca lhe tinha acontecido.

Quando soube que ele ia tocar no Porto, corri para comprar bilhetes para o seu concerto e comprei os 5 primeiros. Mais tarde iria acabar por perder o bilhete número 1. Talvez quando lhe mostrei que tinha os 5 primeiros bilhetes para o concerto dele. Acabamos por combinar tomar café com mais uns amigos e terminamos o dia dando-lhe boleia até à Foz. No meio de muita conversa Lubomyr disse-nos que a sua música tinha nascido da fome.

Nascer uma música tão bela da fome é como nascerem rosas no meio do deserto. Ou melhor, é como nascerem rosas com frutos suculentos, em vez de espinhos, no meio do deserto.

O concerto que deu na Catedral de Viseu foi das experiências mais fantásticas que tive a sorte de viver. O concerto no Passos Manuel, num formato diferente, com a reprodução em simultâneo de um segundo piano, teve um ponto alto, para mim, quando no intervalo veio ter comigo e diz-me: “David, o segundo piano ouvia-se bem?”. Teve ainda um segundo ponto alto quando lhe ofereci um boneco da Laroca à sua imagem. [Impressão minha ou há aqui um lado quase religioso? Parolo sem dúvida, mas isso já estou habituado.] Ficou mesmo emocionado.

Hoje, Lubomyr lançou um disco pela Sony e de certeza que já não terá mais fome. O disco chama-se Illorium e como tudo o que faz, é maravilhoso.

Ao voltar a ouvir Lubomyr lembrei-me que, eventualmente por fomes diferentes, todos nós passamos e ocorreu-me o ditado popular: “Não há fome que não dê em fartura”. É mesmo verdade. Quem sabe da nossa fome também não cresça algo belo.

“But he who dares not grasp the thorn
Should never crave the rose.”
Anne Brontë

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Lubomyr Melnyk: Parasol

Mais um disco do Lubomyr, mais um momento histórico. Este é, provavelmente, o primeiro disco que Lubomyr edita depois do reconhecimento mais geral do seu trabalho. As críticas fantásticas começam a aparecem por todo o lado. Tive a sorte de conhecer Lubomyr naquele que foi um dos melhores dias da minha vida. Uns dias depois, até tive a sorte de tomar um café com ele. Lubomyr contou-me que a sua música nasceu da fome. O desconforto tem um imenso poder construtivo...
Já comparei a música de Lubomyr a um rio pela forma contínua como flui e pelo alcance da cada um dos seus temas mas, neste disco, Lubomyr transformou-se em vento. Embora sempre em continuo, a sua música consegue ocupar ainda mais espaço mas deixando ainda mais... espaço. Um "Big Bang" musical. Quando Lubomyr sopra, nem precisamos de ajustar as nossas velas para sermos levados pela sua música porque ele sopra por todo o lado: sopra alegre, sopra triste, sopra nostálgico; é uma brisa, é uma tempestade.
Um dos temas ganha uma dimensão hipnótica adicional com a incorporação de Taegum, uma flauta transversal de bamboo típica da música Coreana, no tema "The Amazon: The Highlands".
Este "Parasol" é o primeiro tema do disco e é uma excelente amostra não só do que podem encontrar no disco mas do que é a música do Lubomyr.
Costumo dizer que se, quando morrer, for para algum lado, gostava de fazer a viagem a ouvir a música de Lubomyr.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

sábado, 11 de julho de 2015

Lubomyr Melnyk: The Six Day Moment (III) + Interview

Eu sou um exagerado. Eu sou emotivo. Eu sou um exagerado emotivo. Se as pessoas exageram quando falam de um músico de quem gostam, imaginem um exagerado emotivo a falar daquele que considera a maior presença musical, sei lá, de sempre? Já estão a perceber para onde é que isto corre o risco de ir?
Não queria usar frases habituais em conversas sobre música como "Ele é especial", "Grande génio" ou outras descrições mais divinas porque provavelmente seriam utilizadas como vogais numa aula da primeira classe. Também não queria focar-me no facto de ele ser o pianista mais rápido do planeta: 19,5 notas por segundo em cada mão e o maior número de notas (93650) numa hora; embora o seu virtuosismo seja importante para criar as suas texturas musicais.
Lubomyr Melnyk é um rio. Um rio constituído por todas as gotículas de água que o alimentaram, acrescentado de todas as que ainda o vão alimentar. Desde aquela gota que cai na folha mais alta da árvore mais distante do rio até aquela que já está a entrar no mar. Umas deslizam devagar, outras deslocam-se rapidamente; rápidas mas nunca apressadas. Nalguns momentos formam uma corrente límpida e transparente, noutras um turbilhão que arrasta tudo o que se atravessa no seu caminho.
Principalmente quem está a ouvir o seu piano...
Descrever a música de Lubomyr Melnyk é uma tarefa praticamente impossível, mas a forma como toca piano também o é, o que não impediu que alguns de nós, tenhamos assistido a dois concertos quase impossíveis. Um no passado sábado na Catedral de Viseu, no âmbito dos JARDINS EFÉMEROS e outro, ontem, no Passos Manuel. Um deles será, com certeza, o melhor concerto a que já assisti. Ou outro o segundo...
Ah, quase me esquecia de dizer que Lubomyr Melnyk é o maior génio musical de sempre!

terça-feira, 7 de julho de 2015

sábado, 4 de julho de 2015

Lubomyr Melnyk: The Six Day Moment

Sou um felizardo... Por ir vê-lo hoje à noite, na próxima quinta e por ter conversado um pouco com ele ontem...
O "Corollaries" é sem dúvida um dos melhores discos de sempre... Obrigatório!

I such a lucky guy... I'll see him tonight, next Thursday and I talked a bit with him yesterday...
"Corollaries" is undoubtedly one of the best records ever... A must-have!

sábado, 16 de maio de 2015

Lubomyr Melnyk: The Six Day Moment (Excerpt)

Já não tento esconder minimamente a influência que Lubomyr tem na minha vida musical. Este tema é um medicamento que tomo diariamente, eficaz, que contribui para a minha paz. No final podem ainda ver uma fantástica entrevista com o Lubomyr...

I no longer try to hide the influence Lubomyr have in my musical life. This theme is a medicine that I take daily, efficient, which contributes to my peace. At the end you can see a fantastic interview with Lubomyr ...


First there came Franz Lizst
then came Lubomyr...

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Lubomyr Melnyk: Pockets of Light

A presença de Lubomyr Melnyk no meu leitor é uma necessidade. Dificilmente passo um dia sem ouvir um dos seus magníficos temas. Este fantástico "Pockets of Light" que conta ainda com a presença de um dos músicos mais fantásticos da actualidade, Peter Broderick, é retirado do disco "Corollaries". Um disco imprescindível...

The presence of Lubomyr Melnyk on my music player is a must. I can't hardly go a day without hearing one of his magnificent themes. This fantastic "Pockets of Light" which also includes the presence of one of the most fantastic musicians of today, Peter Broderick, is taken from the album "Corollaries". An essential disc ...

sexta-feira, 13 de março de 2015

Lubomyr Melnyk: Live in Hamburg

Mais um fabuloso momento deste pianista que me "acompanha" para todo o lado...

Another fabulous moment from this pianist that "goes with me" everywhere ...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Lubomyr Melnyk

Lubomyr Melnyk... se ainda ouvisse música em K7, de certeza que já estariam rompidas...

Lubomyr Melnyk... if I still listened to music on K7, i'm sure they'd would be broken...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Lubomyr Melnyk: Evertina

Lubomyr apareceu no meu panorama musical apenas em meados de 2013 mas posso garantir que, desde aí, nunca mais saiu do meu leitor. Este tema, num registo completamente diferente do habitual, sem kung-fu e com pausas apanhou-me desprevenido, mas sem dúvidas com a grande qualidade a que este fantástico pianista russo nos habituou.

Lubomyr entered my musical scene only in mid-2013 but I can guarantee that, since then, he never left my music player. This song, in a completely different register, without kung-fu and with "pauses" caught me off guard, but no doubt a song with the great quality that this great Russian pianist accustomed us.