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sábado, 13 de maio de 2017

António Variações: O Corpo é que Paga


Não deitar cedo e acordar muito cedo para ir ao ginásio, devia ter um ditado qualquer, mas não tem :)

sábado, 22 de outubro de 2016

António Variações: Canção do Engate



Livros aos Palmos [ou Arroz Líquido]

Este ano decidi ler a minha altura em livros. Era isso ou não chorar. Como não sou muito grande, a tarefa não era difícil. O problema chegou quando percebi que quanto mais lia, mais crescia. Seria belo se fosse um crescer absoluto, mas era apenas relativo. É um gosto muito, mas de outra forma.

Assim, quando me afastava dos livros, mingava instantaneamente. Começava-me a faltar. As palavras que tinha lido, e que pensava que tinham ficado gravadas em mim, saiam-me pela pele. Nestes momentos, apontavam frequentemente para mim, e diziam-me que estava a deixar cair palavras. Aflito, para não as perder, mas principalmente para não me lerem, tentava apanhá-las. Como nunca consegui recuperar uma única palavra, decidi sacudir-me para me perder ainda mais. Não queria confundir, mas porque achava que as minhas palavras me fragilizavam, necessitava amparar-me.

Embora maior, para o meu objectivo, os livros faziam-me sempre pequeno, e de rompante dizia que preferia nunca ter lido, quando o que realmente queria era nunca parar de ler. Afastava para nunca ter saudades. Disparates.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

António Variações: Olhei para Trás

Raramente coloco neste espaço as músicas que mais me tocam, embora às vezes aconteça. Lembro-me de algumas excepções como, por exemplo, o meu primeiro post (Song to the Siren).
Digo isso para contextualizar esta excepção. Tenho um fascínio pelo António Variações há muitos anos. Este fascínio tem vindo a aumentar ainda mais desde que, ultimamente, me comparam fisicamente com ele. Em verdade, como se diz nas escrituras, as pessoas comparam-me com uma ideia que têm dele porque, fisicamente, para além da barba não somos nada parecidos.
O António foi sempre julgado erradamente pela imagem que tinha. Ninguém diria, a olhar para ele, quem ele realmente era. Esta é uma das maiores maldades que se pode fazer a alguém. As coisas que mais detesto passam sempre por aí: o racismo, a homofobia, e a maior parte das discriminações nascem assim. É mais simples acreditar que a diferença é má do que tentar compreender ou dar o benefício da dúvida.
Nesta música ouve-se um António simples, pequenino, sem barba, sem cores. Um António que quer ir em frente, mesmo sem certezas.
Nas coisas importantes nunca há certezas, mesmo quando há...
Vamos lá em frente!