A diferença para hoje é assustadora. Tudo mudou. Não consigo pegar em quatro outros anos da minha vida e encontrar tanta mudança. Até a música que ouço é, nalguns períodos, totalmente disjunta. As leis de Newton aplicam-se também à vida das pessoas; é difícil a mudança. Mas, geralmente, depois é fácil manter o novo rumo. Infelizmente, estes novos tempos tendem a ser cada vez mais complicados, sem previsão de melhorias breves ou até de melhorias apenas.
Felizmente, tenho ouvido muita música boa; no mínimo música que eu aprecio imenso. Obviamente não será compatível com todos, mas aí está das coisas que mais gosto na música. Uns gostam de bandas para estádios; outros de bandas de milhões; o Unisex gosta de bandas que caibam naquele quarto, naquela sala, naquele pequeno espaço mas que o consigam encher completamente. E tem havido muito artista que tem passado por aqui que o tem enchido perfeitamente.
Assim, talvez para combater um excesso de mudança, a música que escolho hoje é possivelmente a primeira música que considerei a melhor de sempre; provavelmente dito com um tom, que alguns bem conhecem... Um artista que contradiz quase tudo o que eu disse, que contradiz quase tudo o que habitualmente aqui coloco, mas que desde pequeno encheu o meu quarto e muitos sonhos.